Publicado em 2/13/2017 4:09:17 PM

Moradias da Cohab ganham minijardins, com flores e árvores

Reaproveitar embalagens para criar minijardins, transformá-los em vasos e valorizar os ambientes a partir do plantio de flores e arbustos são algumas das atividades do trabalho social e ambiental de pós reassentamento promovido pela Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab).

Reaproveitar embalagens para criar minijardins, transformá-los em vasos e valorizar os ambientes a partir do plantio de flores e arbustos são algumas das atividades do trabalho social e ambiental de pós reassentamento promovido pela Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab). O objetivo é promover a melhoria dos novos espaços onde as famílias passam a viver, aproximá-las da natureza, do convívio com os vizinhos, além de orientá-las sobre a correta destinação de resíduos, minimizando o volume de material que vai para o lixo.

Foi o que aconteceu com a oficina de preparação de minijardins, voltada às crianças do residencial Teresa Elvira, no Parolin e com o mutirão para o plantio de 70 mudas de árvores e arbustos no jardim do Moradias Alamanda, na Vila Acrópole, no bairro Cajuru. Os dois empreendimentos habitacionais foram construídos para atender famílias que viviam em áreas de ocupação irregular, com pouca ou nenhuma infraestrutura.     

Junto com cada novo empreendimento habitacional surge uma nova comunidade formada por pessoas de hábitos e culturas distintas que passam a conviver e habitar um mesmo espaço. “Incluí-las e orientá-las para a boa convivência, para que promovam melhorias em suas moradias e no meio ambiente é uma de nossas ações”, diz o presidente da Cohab, José Lupion Neto.

No residencial Teresa Elvira, um condomínio de 80 apartamentos onde moram famílias reassentadas da Vila Parolin, a ação envolveu um grupo de 20 crianças, entre 3 e 12 anos. Os meninos e meninas aprenderam a montar minijardins reaproveitando potes de margarina, isopor, latas de refrigerantes e outros utensílios que deixaram de ir para o lixo para serem transformados em pequenos e coloridos jardins. A atividade aconteceu durante uma das últimas tardes de férias escolares e reuniu a garotada no parquinho do condomínio para a lição divertida de como conviver melhor com a natureza e deixar a casa mais colorida e bonita com os vasos floridos.

Gabrielly Marcelino de Campos, de 7 anos, usou uma cuia velha de chimarrão para montar o seu pequeno jardim, feito com suculentas e flor do sol. “Cada flor tem a sua beleza e se a gente cuidar bem delas a vida da gente fica melhor”, disse Gabrielly, orgulhosa pela criação do seu minijardim.

Cuidar as plantas do condomínio é uma das atividades que a menina gosta de fazer junto com a nova amiga, que conheceu no condomínio, Anna Ketlyn da Cruz, de 8 anos que também participou da oficina.“Adorei criar o meu jardim. Vou colocar no meu quarto porque lá tem bastante sol para deixar as flores sempre bonitas. Eu aprendi que sol e água são as comidinhas das plantas”, disse Anna Ketlyn que durante a oficina teve a companhia do irmão Luiz Kelvyn, de 3 anos, e da mãe, a copeira, Ana Paula Cruz.

Ver os filhos integrados aos novos amigos de condomínio e participando da atividade que orientou de forma divertida o respeito às plantas e ao meio ambiente foi uma alegria para Ana Paula. Segundo ela, são muitas as conquistas que vieram junto com a nova moradia.“A gente vivia em um lugar com risco de enchente, sem qualidade de vida e agora temos um lar de verdade, por isso estamos ensinando as crianças a valorizar. É aqui que elas vão crescer, precisam ter cuidados com o lugar e serem bons amigos”, diz Ana Paula.

Cada pote transformado em vaso pelas pequenas mãozinhas durante a oficina virava motivo para comemoração coletiva. Não faltou criatividade e empolgação para usar pedrinhas, grãos de feijão e linhaça para dar um toque decorativo aos pequenos jardins. Os grãos usados como enfeites deverão germinar e servirão para que as crianças acompanhem o desenvolvimento de uma nova planta. No fim da oficina, um piquenique foi organizado pelas mães para comemorar a atividade realizada pelas crianças. 

Árvores – No outro lado da cidade, no Cajuru, os moradores do empreendimento Alamanda, formado por 75 casas e sobrados construídos para reassentar famílias da Vila Acrópole, participaram de um mutirão para o plantio de 70 mudas de arbustos e árvores nativas. Foram plantadas manacás, azaleias, hortênsias, justícias, caliandras e hipéricos que em breve darão sombra e novas cores aos jardins do empreendimento. As mudas foram doadas pelo Horto Barreirinha, parceiro da Cohab em ações de educação ambiental.

Além do corredor formado pelas plantas em uma das quadras do empreendimento cada morador recebeu uma muda para cultivar no seu terreno. Betina dos Santos, de 23 anos, participou ativamente do plantio com os vizinhos e também caprichou com a muda que recebeu para sua casa. Usou a criatividade para pintar e transformar uma roda de pneu retirada do lixo em vaso para enfeitar a fachada da casa. “Agora que vivemos em um lugar melhor precisamos tomar conta. Se todas as casas tiverem a sua arvorezinha vai ficar um lugar mais agradável”, disse Betina. Outro benefício levantado pela moradora é a privacidade que as plantas garantirão às casas e sobrados do residencial. “Vai formar um corredor lindo de flores”, disse Betina.

Para Neuza Rakus, de 48 anos tirar a tarde para participar do mutirão foi uma forma de mostrar para os quatro filhos que cuidar do espaço onde se vive é fundamental. “A gente morava na beira do rio, com ratos e baratas por todo o canto, mas agora a vida é outra e a gente tem fazer diferente também, cuidar e dar valor ”, disse Neuza.

A gerente do Departamento de Serviço Social da Cohab, Rosemeiri Morezzi ressalta a importância das ações de inclusão social realizada com as famílias dos projetos de reassentamento que vão desde o primeiro contato para conhecimento dos moradores até a conscientização sobre a recuperação e preservação de áreas verdes. “O trabalho ambiental através de ações socioeducativas fomenta a corresponsabilidade e o comprometimento dos moradores, fortalecendo o sentimento de cuidado e pertencimento, tanto dos espaços individuais da nova moradia quanto dos vínculos comunitários”, explica Rosemeiri.

Projeto de urbanização- Formado por 75 unidades – 13 casas térreas e 62 sobrados – o empreendimento Moradias Alamanda integra um projeto de urbanização e regularização fundiária na Vila Acrópole, no Cajuru para garantir moradia digna as famílias, recuperar o meio ambiente e promover obras de infraestrutura em uma área de 600 mil metros quadrados, localizada a 9,5 km do Centro da cidade. O projeto do Jardim Acrópole é financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) com contrapartida da Prefeitura de Curitiba e do Fundo Municipal de Habitação de Interesse Social (FMHIS) no valor total de R$19,5 milhões.

O residencial Teresa Elvira, antigo residencial Esperança, é uma complementação ao projeto de urbanização da Vila Parolin com investimento de R$ 6,4 milhões, com recursos da Prefeitura de Curitiba, Cohapar e do programa Minha Casa, Minha Vida. São cinco blocos de quatro pavimentos construídos para abrigar 80 famílias transferidas de uma área à beira do Rio Vila Guaíra, no Parolin.

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