Publicado em 9/6/2017 9:15:11 AM

Cohab atualiza mapeamento de famílias no Santa Quitéria

A equipe de serviço social da Cohab Curitiba deu início a um novo mapeamento das famílias que vivem na Portelinha, uma ocupação irregular no bairro Santa Quitéria.

A equipe de serviço social da Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab) deu início a um novo mapeamento de aproximadamente 360 famílias que vivem na Portelinha, uma ocupação irregular no bairro Santa Quitéria. O objetivo do trabalho, iniciado na segunda-feira (4/9) e que deve ser concluído na próxima semana, é atualizar dados, fazer a contagem e numeração das casas e identificar os responsáveis pelos domicílios.

O trabalho é o início de uma série de medidas que a Prefeitura fará na área e culminará com um mutirão, em setembro, para a oferta de serviços gratuitos nas áreas de saúde, habitação, meio ambiente, assistência social. O mapeamento é um trabalho que antecede o cadastramento das famílias, funciona como um reconhecimento da área.

Com base nas informações levantadas pelas assistentes sociais serão elaboradas as propostas de projetos para atender as famílias. “São informações úteis e usadas para dimensionar a extensão da ocupação e a elaboração de um diagnóstico prévio da situação da comunidade”, explica o presidente da Cohab, José Lupion Neto.

Proposta

A ocupação Portelinha formou-se sobre um terreno particular há pouco mais de dez anos e se expandiu para áreas da Copel e do município. Os proprietários do terreno particular conseguiram na justiça sentença de reintegração de posse. Desde então, os moradores buscam forma de evitar o despejo.

No último dia 24 de agosto, o prefeito Rafael Greca reuniu-se com representantes da comunidade para ouvir as demandas e apresentou a proposta da feira de serviço para garantir qualidade de vida às famílias, levantamento jurídico, fundiário e tributário da área.

As famílias também serão atendidas pela Fundação de Ação Social, Secretaria Municipal da Saúde e caberá à Secretaria Municipal do Meio Ambiente desenvolver um trabalho com os coletores de materiais recicláveis, criar projetos para a criação de hortas comunitárias abaixo dos trilhos de alta-tensão da Copel e fazer a recuperação das nascentes.

Uma das primeiras moradoras visitadas pela equipe do serviço social para o mapeamento foi a aposentada Maria de Fátima Vicente, de 64 anos. Ela e o filho foram os primeiros moradores da ocupação e a casa precária, de madeira, foi erguida em uma área onde a aposentada sabia que não era permitido à habitação. “Na época, há dez anos, era a única alternativa que eu tive, mas estamos dispostos a mudar para uma área onde seja possível viver em segurança, na forma correta”, diz Maria de Fátima.

Depois do mapeamento concluído serão avaliadas as estratégias de atendimento às famílias a partir da elaboração de projetos de soluções urbanística e arquitetônica, e da definição e busca de orçamento. Todo o trabalho de ação social, que inclui o mapeamento está sendo acompanhado pelo presidente da associação de moradores e amigos da Vila Portelinha, Arildo Ribeiro Taborda

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