Publicado em 11/22/2017 9:55:22 AM

40 famílias da Vila Nori se preparam para receber novas moradias

Ao todo o conjunto Moradias Maringá I vai abrigar 156 famílias.

A dona de casa Sílvia do Rocio Pires já começou a encaixotar seus pertences visando a mudança que fará em dezembro. Ela e outras 39 famílias serão transferidas da ocupação irregular Vila Nori, no Pilarzinho, para novas casas construídas no Moradias Maringá I, no Cachoeira. O empreendimento do programa habitacional do município teve suas obras retomadas em março, após terem sido paralisadas na gestão anterior.


“É uma ansiedade muito grande, estou contando os dias. Tantos anos de espera por esse momento que agora está chegando. Sou muito grata ao prefeito por terminar as casas que estavam abandonadas. De tão ansiosa já comecei a encaixotar minhas coisas”, destaca Sílvia.


Ao todo, o conjunto Moradias Maringá I vai abrigar 156 famílias. As 94 casas térreas e 62 sobrados já deveriam estar habitados, porém, as obras iniciadas em 2009, sofreram duas interrupções, a primeira em 2011, e a outra em 2015, por conta do abandono das empresas que haviam sido licitadas para execução dos serviços.


Desde a retomada da obra em março deste ano, 21 unidades foram entregues em setembro, 40 serão liberadas em dezembro e as outras 95 serão concluídas no primeiro semestre de 2018. “Estamos transferindo as famílias na medida que a obra avança. Na Vila Nori haverá abertura de ruas e outras obras de urbanização, após a transferência dos moradores”, explica o presidente da Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab), José Lupion Neto.

Preparação
O serviço social da Cohab acompanha as famílias nos preparativos, presta apoio durante a mudança e também realiza trabalho de pós-ocupação, com objetivo de facilitar o processo de adaptação à nova realidade em que as famílias são inseridas.


Nestas semanas que antecedem a mudança, os moradores estão sendo orientados em relação à demolição da moradia antiga. Nos projetos de reassentamento, logo após a mudança, as casas situadas nas áreas irregulares são demolidas para evitar que sejam novamente ocupadas. É o momento em que as famílias se organizam para retirar objetos com algum valor de venda ou que possam ser reaproveitados na casa nova, como janelas, portas e telhas em bom estado.


Também foi realizado um levantamento a respeito do número de animais domésticos para futura castração e colocação de microchip. Os moradores que trabalham com coleta de materiais recicláveis foram instruídos a manter o terreno limpo e organizado para evitar a proliferação de ratos e insetos.
Nos próximos dias 27 e 28, os moradores beneficiados vão participar de uma vistoria em seus novos imóveis. É a última etapa antes da entrega das chaves.

Vila Nori
A Vila Nori é uma das poucas ocupações irregulares da cidade em área de morro. Surgida há mais de 30 anos, o local também possui restrição ambiental porque ali se encontra um fundo de vale. As famílias ocupantes correm riscos de deslizamentos de terra e de alagamentos.


A comerciante Luzia Pereira dos Santos vive no local há 21 anos. Construiu uma casa grande em local impróprio e está feliz em sair de lá, mesmo recebendo uma moradia menor do programa habitacional. “De que adianta uma casa grande se não terei o documento de posse dela e ainda por cima em lugar que sempre alaga. Prefiro uma casa menor em lugar seguro e que vai estar oficialmente em meu nome”, afirma.


O projeto de urbanização da Vila Nori inclui também obras de recuperação ambiental nas margens de rio que foram degradadas pela ocupação indevida. O investimento total no projeto é de R$ 8,7 milhões, recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), da Caixa Econômica Federal e do município.

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