Publicado em 3/20/2018 5:23:17 PM

Projeto avança e garante moradia e infraestrutura para famílias da Vila Acrópole

Ao todo o projeto beneficia 4 mil pessoas que vivem na região. Além das casas, estão sendo realizadas a pavimentação de 5 km de vias; 6,5 km de redes de drenagem de águas pluviais e 8 km de redes de esgoto.

Mais uma etapa foi vencida no projeto de urbanização da Vila Acrópole, no Cajuru. A Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab) concluiu a construção de 16 sobrados que serão entregues na próxima semana a moradores de área de risco social às margens do rio Atuba.

A transferência destas famílias vai permitir que a companhia avance nas obras de infraestrutura que vão garantir maior qualidade de vida aos moradores. No local em que elas moravam irregularmente será aberta uma nova rua para melhorar a mobilidade na região.

Com a liberação dos 16 sobrados, o projeto chegará a 169 novas moradias construídas para reassentar moradores que viviam nas margens do rio. Restarão outras 23 unidades para finalizar a entrega de casas no local.

“Ao todo o projeto beneficia 4 mil pessoas que vivem na região. Além das casas, estamos concluindo a pavimentação de 5 km de vias; 6,5 km de redes de drenagem de águas pluviais e 8 km de redes de esgoto. Também já implantamos canchas esportivas e equipamentos de lazer para a comunidade”, afirma o presidente da Cohab, José Lupion Neto.

Os recursos para execução do projeto são da ordem de R$ 17,6 milhões, provenientes de financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), com contrapartida no valor de R$ 2 milhões, do Fundo Municipal de Habitação de Interesse Social (FMHIS).

Precariedade
A coletora de materiais recicláveis Rosenilda Moura de Souza, 35 anos, é moradora da vila há 12. Foi ali em um casebre de madeira antiga que ela criou os quatro filhos e ali permanece até hoje. “A casa está caindo, o assoalho já está podre. A cada chuva é aquele medo de vir tudo abaixo”, conta ela.

Além do receio de perder tudo o que tem, outros problemas menores incomodam a coletora. “Tem muito rato por aqui. Não passo um dia sem ver algum. Isso é perigoso, transmite doenças. Espero na casa nova viver uma situação melhor”, destaca.

A dona de casa Jéssica Pereira, 20 anos, está animada com a mudança. A filha Isabela, de apenas dois anos, sofre de bronquite e o ambiente úmido de beira de rio agrava ainda mais a situação da menina. “Não vejo a hora de ir para o sobrado novo. Principalmente por causa dela. Lá eu vou poder deixar tudo limpo, arrumado. Vai ser uma nova vida para todos nós”, comemora.

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