Publicado em 5/4/2018 5:24:31 PM

Comunidade cria hortas comunitárias em áreas desocupadas pela Cohab

Moradores da vila Ulisses Guimarães se organizaram para transformar espaço ocioso em algo produtivo.

Duas hortas comunitárias estão produzindo alimentos para os moradores da vila Ulisses Guimarães, no Pinheirinho. Em um espaço antes habitado irregularmente nas margens do córrego Piratini, a própria comunidade se organizou para limpar o terreno e iniciar o plantio. A iniciativa está sendo coordenada por técnica ambiental da Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab).

Há três anos, as famílias que habitavam a beira do córrego foram transferidas pela Cohab para novas casas construídas no mesmo bairro. A área desocupada passou a ser mal utilizada com descarte irregular de resíduos, como restos de construções e lixo doméstico. “O terreno estava horrível. Juntava rato, sujeira. Um perigo principalmente para nossas crianças”, conta a moradora Rosilda Rodrigues.

Quem vê o local hoje não imagina a situação em que se encontrava. Pés de alface, couve, milho, tomate cereja, almeirão, cebolinha, mandioca, quiabo, chuchu, abóbora, mamão, abacate e árvores de laranja e limão tomaram o lugar dos entulhos. “Para resolver o problema os moradores se organizaram para limpar a área, comprar terra e montar os canteiros”, afirma Valdir Batista, morador local há 40 anos.

A técnica ambiental da Cohab, Iracema Bernardes, passou a orientar os moradores para qualificar o trabalho. “Instrui os moradores principalmente na questão da compostagem, que se for feita de maneira incorreta não produz um bom composto orgânico para adubar a terra e acaba atraindo insetos”, explica.
 

Tudo que é colhido é distribuído entre a comunidade. “Felizmente temos colhido bastante coisa. Só de chuchu foram 15 caixas. Nada é vendido, nós dividimos entre os moradores e todo mundo sai ganhando. A vila se livrou dos entulhos e a população economiza no mercado”, destaca Valdir.

Exemplo
Quando viu a horta na margem do córrego, a moradora Gilse da Silva, 50 anos, sentiu vontade de fazer o mesmo em outro terreno desocupado nas proximidades. “Achei a iniciativa ótima e segui o exemplo. Limpei o terreno com ajuda dos vizinhos e comecei a plantar”, diz ela.

Rabanete, couve, beterraba, cebolinha, repolho e rúcula já estão bem visíveis para quem passa pelo local. Os pés de limão e maracujá ainda estão crescendo. “Ações como estas são muito importantes, pois evitam a reocupação destes espaços com habitações irregulares e possibilitam a produção de alimentos, contribuindo para o aumento da biodiversidade nos espaços urbanos”, destaca a técnica ambiental Iracema Bernardes.
 

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