Publicado em 10/25/2019 1:05:38 PM

Comunidade reassentada participa de palestra sobre segurança

Nas visitas ao Moradias Maringá o serviço social da Cohab detectou que a segurança era um assunto que aparecia com frequência. Para trazer respostas aos moradores, o supervisor da Guarda Municipal Marcelo Boza foi convidado a promover uma roda de conversa.

Uma parceria entre a Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab) e a Secretaria Municipal da Defesa Social e Trânsito proporcionou, nesta sexta-feira (25/10), uma roda de conversa sobre segurança pública com famílias que vivem no conjunto Moradias Maringá, no Cachoeira.

“Esta atividade faz parte do trabalho de pós-ocupação que a Cohab desenvolve nas comunidades que são reassentadas de locais de risco. Depois que as famílias recebem as casas novas, o serviço social da companhia faz um acompanhamento dos moradores, com ações intersetoriais que envolvem diversas secretarias”, conta o presidente da Cohab José Lupion Neto.
 
O Moradias Maringá foi entregue à população em setembro de 2018. As casas e sobrados foram destinados a 156 famílias que viviam nas margens de rios e encosta de morro nas vilas Nori e Três Pinheiros. Além de garantir o acesso à moradia, a Prefeitura dá suporte aos moradores para que se adaptem ao novo estilo de vida.
 
“Com a casa nova também surgem novas necessidades para as famílias que melhoram de vida. Para que estejam bem amparadas, equipes da Cohab, em parceria com demais órgãos municipais, conduzem ações que visam solucionar as demandas de cada comunidade atendida”, reforça o prefeito Rafael Greca.
 
Roda de conversa
Nas visitas ao Moradias Maringá o serviço social da Cohab detectou que a segurança era um assunto que aparecia com frequência. Para trazer respostas aos moradores, o supervisor da Guarda Municipal Marcelo Boza foi convidado a promover uma roda de conversa na comunidade.
 
“É uma ação pertinente, para saber a expectativa deles em relação aos órgãos de segurança, mas principalmente para esclarecer que segurança pública é uma responsabilidade de todos. Uma boa organização social pode ser mais efetiva do que a presença policial na prevenção à violência”, destacou Boza.
 
Ele explicou que em uma comunidade bem organizada as ocorrências diminuem e a presença policial torna-se algo complementar, para situações específicas. Ressaltou também a relevância do ato de registrar as ocorrências.
 
“Informação é a base para uma boa política de segurança. O poder público precisa saber onde e em que quantidade os crimes estão ocorrendo, para adequar o atendimento.  Por isto é fundamental que a população registre os boletins de ocorrência”, explicou.
 
Vizinhança
A dona de casa Tereza do Rocio comentou sobre a importância de os vizinhos se conhecerem. “Não podemos cada um olhar só para o seu umbigo. Um vizinho tem que cuidar do outro, ajudar o outro. Avisar quando for sair, para o outro olhar a casa”, disse.
 
A opinião foi reforçada pela também dona de casa Luana Maia. “Se um olhar pelo outro todos ficam mais protegidos. Criei um grupo de whatsapp dos vizinhos para poder avisar sobre qualquer movimentação estranha nas casas”, conta ela.
 
Raquel Ferreira de Souza lamentou que muitos tiveram as casas invadidas mas não fizeram boletim de ocorrência. “A maioria não faz. De cada dez que passam pela situação, um só presta queixa. Tem que fazer o B.O, senão não adianta depois reclamar da polícia”, enfatiza.
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