Publicado em 1/5/2021 3:15:07 PM

Cohab fecha 4 anos de gestão com mais de uma casa entregue por dia

Foram 1.906 unidades para inscritos na fila e famílias retiradas de áreas de risco.

A escassez de investimentos do governo federal nos últimos anos afetou a produção habitacional das grandes cidades brasileiras. Para driblar a forte crise no setor, Curitiba usou a criatividade e mesmo em meio a um cenário complicado conseguiu entregar 1.906 moradias, o que representa uma média superior a uma moradia (1,3) entregue por dia nos quatro anos da gestão.
 
Quando assumiu a gestão municipal, em janeiro de 2017, o prefeito Rafael Greca encontrou a Cohab endividada. Em virtude de dívidas tributárias acumuladas nos anos anteriores, em 2016 a Companhia de Habitação Popular de Curitiba havia perdido a Certidão de Tributos Federais – um documento indispensável para a contratação de obras, serviços e emissão de escrituras e títulos de propriedade.

Planejamento
Para fazer o órgão responsável pela política habitacional do município voltar a funcionar foi necessário um minucioso planejamento financeiro e fiscal. As dívidas foram renegociadas, a folha salarial foi reduzida graças a programas de incentivo à aposentadoria e à demissão voluntária, custos foram cortados e mutirões diminuíram a inadimplência dos mutuários.
 
O resultado foi a recuperação da Certidão de Tributos Federais, o que possibilitou a retomada de obras que estavam abandonadas e contratos que estavam sendo perdidos. A recuperação permitiu também a formalização de parcerias com a iniciativa privada para a construção de moradias do programa habitacional.
 
“No primeiro ano de gestão colocamos a casa em ordem, concentramos esforços na recuperação financeira. Nos anos seguintes avançamos nos projetos de habitação. A falta de recursos federais prejudicou, já que habitação popular é um produto caro. Município nenhum consegue dar conta da alta demanda somente com investimentos próprios”, explicou o presidente da Cohab, José Lupion Neto.
 
Das 1.906 moradias entregues, 1.306 foram destinadas para famílias inscritas na chamada fila da casa própria – o cadastro da Cohab de pretendentes a imóveis populares. São pessoas que espontaneamente procuram a Cohab para acessar um imóvel do programa.“Sem investimentos federais, enfatizamos as parcerias com a iniciativa privada e desta forma conseguimos atender um grande número de famílias”, completou Lupion Neto.
 
Outras 600 unidades mudaram a realidade de famílias que viviam de forma precária em áreas de risco e foram reassentadas para construções seguras. São locais em que a iniciativa da intervenção partiu do poder público.
 
“Nós retomamos obras de urbanização que haviam sido abandonadas pela gestão anterior. Reprogramamos os contratos junto aos agentes financeiros e trouxemos a resposta que a população espera para o uso do dinheiro público, que são melhorias para a cidade e mais qualidade de vida para os cidadãos”, ressalta Lupion.
 
A fila andou
Esperas de muitos anos chegaram ao fim. As parcerias com a iniciativa privada contemplaram centenas de famílias que aguardavam pelo acesso à casa própria. Com condições especiais em relação aos imóveis encontrados no mercado, os inscritos na Cohab adquiriram apartamentos e casas de boa qualidade, distribuídos em 13 diferentes empreendimentos.
 
No dia em que completou 36 anos de idade, a bancária Michele Sippel de Melo recebeu o presente que tanto sonhava. Inscrita na Cohab desde 2009, no dia 16 de julho de 2020 ela recebeu a chave de um apartamento de dois quartos no conjunto Residencial Carducci, no Pinheirinho.
 
“É o nosso primeiro imóvel próprio, uma alegria enorme alcançar esta grande conquista em família, ter o nosso lar, bem no dia no meu aniversário”, afirmou Michele.
 
Ela e o marido, Wandré, utilizaram o FGTS de ambos para abater da entrada. “Nos planejamos bastante para isso”, destacou.
 
Dignidade e segurança

Graças ao trabalho da área técnica da Cohab, mais de 2 mil pessoas deixaram no passado as condições precárias de viver em áreas de risco. Foram 600 novas moradias construídas e entregues para famílias que conviviam com enchentes, alagamentos e possibilidade de desmoronamento.
 
Foram beneficiados moradores das vilas Prado e Parolin, na Regional Matriz; Acrópole, Alamanda, Savana e Lorena, na Regional Cajuru; Terra Santa, Bela Vista da Ordem, Creta, Beira Rio e Rurbana, na Regional Tatuquara; Moradias Faxinal, Maringá, Vila Nori, Higienópolis e Três Pinheiros, na Regional Boa Vista; e Vila Nossa Senhora da Paz, Bom Menino, Morro da Esperança, Recanto da Paz, Vila Rigone e Arapoti, na Regional CIC.
 
A dona de casa Adriane Ferreira recebeu um sobrado novo em março de 2020 no Moradias Vila Prado, empreendimento de 90 unidades construído para receber moradores que viviam nas margens do rio Belém.
 
“As pessoas passam e comentam de como ficou bonito o conjunto. Enfrentamos dificuldades no passado por causa da falta de estrutura, mas agora nossa qualidade de vida é outra”, disse.
 
Os projetos da Cohab beneficiam os moradores que passam a viver em casas seguras e de boa qualidade e também trazem melhorias para a cidade toda. Na Vila Prado, as margens de rio que foram desocupadas receberam o plantio de 300 árvores. A recuperação ambiental ajuda a impedir que os locais sejam reocupados de maneira irregular.
 
Processo semelhante aconteceu na Vila Acrópole, no Cajuru. A obra concluída em 2019 possibilitou 67 novas moradias para as famílias que viviam na beira do rio Atuba. As margens que estavam deterioradas receberam obras de recuperação ambiental com a implantação de canchas esportivas, equipamentos de lazer, parquinho infantil.
 
No ano anterior, em 2018, a Cohab entregou outra grande obra: o Moradias Maringá, no Cachoeira, com 156 casas. A dona de casa Bruna Cardoso Pinto, 24 anos, recebeu do prefeito a chave de sua nova casa, onde passou a morar com os três filhos. “Meus filhos estão mais felizes ainda em poder morar em lugar melhor. Agradeço à Prefeitura por este dia especial”, disse Bruna.
 
Ela vivia na Vila Nori, em um fundo de vale que apresentava dois tipos de risco aos moradores: perigo de deslizamentos, pois a vila ficava na encosta de um morro; e a ocorrência frequente de enchentes e alagamentos, já que as moradias precárias ficavam na beira de um córrego, dispostas de forma bastante adensada.
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