Publicado em 1/6/2021 2:55:53 PM

Em quatro anos foram garantidos quase 6 mil títulos de propriedade

“São famílias que aguardavam há muitos anos, por vezes décadas", destaca o presidente da Cohab José Lupion Neto.

Regularizar as moradias já existentes é tão importante quanto construir novas, pois é com o título de propriedade em mãos que o cidadão passa a ser oficialmente o dono do terreno onde vive. De 2017 até 2020, 5.873 títulos foram disponibilizados para moradores que deixam a informalidade para trás e garantem seus imóveis para serem deixados de herança para filhos e netos.

 
“São famílias que aguardavam há muitos anos, por vezes décadas, para obter a escritura definitiva dos lotes onde vivem. Concentramos esforços para finalizar questões pendentes de regularização fundiária e assim beneficiar milhares de cidadãos que deixam de ser posseiros e tornam-se proprietários oficiais”,explica o presidente da Cohab José Lupion Neto. 
 
A maior área beneficiada com títulos de propriedade foi a Vila Verde, no CIC. Com um total de 2.337 lotes aprovados, localizados em uma área de 840 mil metros quadrados – o equivalente a 120 campos oficiais de futebol, a Vila Verde começou a ser ocupada em 1984, quando a Prefeitura destinou os terrenos da chamada Vila Verde I. 
 
Em novembro de 2018, a Cohab realizou um mutirão para regularizar a situação dos documentos de cada família. Foram atendidas diferentes situações – 999 famílias com os contratos já quitados, 1.047 com as dívidas parcialmente quitadas e 291 ainda permaneciam sem contrato, caso da dona de casa Jacinta de Godoi, 60 anos.
 
Moradora da Vila Verde desde 1988, ela não escondeu a satisfação com a oportunidade de se tornar a proprietária oficial do lote onde construiu sua vida. “É tudo que eu mais quero. Vou pagar com prazer para ter a escritura definitiva, pois sei que pagarei por algo que será para sempre meu”, destacou na ocasião. 
 
Entre as áreas regularizadas está a vila Bela Vista da Ordem, no Tatuquara, que também recebeu obras de urbanização como a pavimentação de vias e implantação de redes de água e esgoto. A aprovação do loteamento no final de 2019 possibilitou que 317 famílias tenham acesso às escrituras dos lotes. Como a comerciante Elenice Pereira, 32 anos e seu marido João Lopes, 38.
 
“Somos moradores da vila há 13 anos, acompanhamos toda a transformação. Ruas que eram de terra, luz que era irregular, eram tempos difíceis, de insegurança. Agora com a vila regularizada e com estrutura nossa vida se tornou mais tranquila”, disse ela.
 
“Disponibilizar os títulos de propriedade aos cidadãos é a última etapa do processo de regularização fundiária, que acontece após a aprovação do loteamento de acordo com parâmetros urbanísticos do município e a legislação vigente. A Cohab realiza o processo completo, desde o levantamento da documentação da área, passando pelo desenho da planta, adequações necessárias, obras de infraestrutura e por fim a disponibilidade para a titulação das famílias”, salienta a assessora especial de Regularização Fundiária da Cohab, Melissa de Athayde Cunha Kesikowski.
 
Compromisso com a comunidade
Além de possibilitar quase 6 mil títulos de propriedade, a Cohab, por meio de seu Departamento de Serviço Social, teve um papel estratégico no desenvolvimento do projeto Bairro Novo da Caximba, que vai atender 1.693 famílias, das quais 1.147 serão transferidas para novas casas. Entre as atribuições da Cohab estava a missão de fazer as intervenções do projeto chegarem com clareza até os maiores interessados – os moradores que serão beneficiados.
 
“Apresentar proposta para uma comunidade de ocupação irregular é sempre um grande desafio, pois normalmente há muita desconfiança por parte dos moradores. Em uma área grande como a vila 29 de Outubro, o desafio é ainda maior. Todavia com muita dedicação e trabalho constante conseguimos o apoio dos moradores, que estão ansiosos pelo início das obras”, conta a diretora de relações Comunitárias da Cohab, Meiri Morezzi.
 
Para explicar detalhes do projeto para tantas pessoas, durante 2019 a Cohab promoveu 18 reuniões, das quais participaram quase mil pessoas. Semanalmente, técnicos da Cohab e do Ippuc apresentaram o projeto para grupos de cerca de 60 pessoas, que ao final podiam esclarecer todas as suas dúvidas e dar sugestões.

Relocações no Caximba
Além de estreitar o vínculo do poder público com a comunidade do Caximba, a Cohab também promoveu duas grandes ações de remanejamento com as famílias que estavam em situação mais precária. Em maio de 2018 foram transferidas 70 famílias e em dezembro do mesmo ano outras 20. Foram para moradias provisórias, porém longe do risco de enchentes e alagamentos.
 
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